sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ao fim

Podia estar calada, ou contar que voltei a sonhar com o Manuel Alegre (desta vez a incitar-me a votar nos Ídolos). Mas não.... vou antes partilhar aquele que, de entre os poucos poemas que li, me pareceu o melhor e, devido ao título, ficou a aguardar por este dia.

Ao fim

Ao fim são muito poucas as palavras
que nos doem a sério e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
que tocam o nosso coração e menos
ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nosso filhos.

Amalia Bautista

5 comentários:

Precious disse...

Hum, Freud poderia explicar essa fixação pelo Sr. Alegre ;)

sophia disse...

O Freud que esteja caladinho lá no canto dele. Mas eu tenho a minha própria teoria sobre o Alegre. E além disso, antes ele que alguém pior... :)

Marisa Duarte disse...

adorei o poema. é tão simples e diz tudo. Hum, não vos vou deixar não :p

sophia disse...

Pois é Marisa, simples e bonito. E acho bem que não nos deixes

Anónimo disse...

bem, o Manuel Alegre não te larga...