segunda-feira, 25 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

drs?

O propósito da conversa era outro, mas foi parar aos títulos. Dizia um dos meus alunos seniores:
- Eu não gosto de "doutores", eu gosto de pessoas!

Concordo.
E por isso quando me perguntam "como prefere que a trate?", eu respondo sempre "Com respeito".

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O meu melhor amigo dos tempos da universidade (e não só, felizmente!) vai casar muito em breve.
Não consigo deixar de saltitar entre o sorriso parvo de felicidade e o "ele vai casar? ahhhhhhhh!"

domingo, 10 de abril de 2011

alone

"The entire time, I was scared to death (...) You walked out the practice and left me alone.
I'm exausted, and you left me alone"


não é uma solidão despovoada, é antes aquela que se sente quando parece que carregamos tudo e todos, quando sentimos dar tudo de nós e receber quase nada em troca, de tal forma que ficamos exaustos.
e no final parece não haver ninguém ao lado a ver-nos e a importar-se, a perceber e a valorizar, a quem possamos recorrer para partilhar dores e alegrias, e para nos dar um pouco do colo que merecemos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ele tinha olhos pequenos e calmos. Ela não. Os seus olhos eram grandes, sempre em movimento, como se quisessem absorver o mundo.
Um dia ele também fora assim, como ela, e por isso se entendiam tão bem. Ela falava e ele acenava, como se em vez de ouvir aquilo pela primeira vez, estivesse a recordar histórias passadas. As suas histórias. E por isso se davam bem.
Mesmo quando os tentavam afastar, mesmo quando os amigos dela não percebiam aquele amor, mesmo quando o tempo era pouco ou a distância grande, eles arranjavam maneira. Porque para quem se gosta há sempre espaço.
Às vezes ela não falava, às vezes ficava só ao pé dele a fazer companhia ou a segurar-lhe a mão. Às vezes ele nem a via, mas ela estava lá. Mas isso era quando ele não aguentava mais esperar e adormecia. Porque nos outros dias ele esperava, sempre, mesmo que ela avisasse que não ia. Podia estar a enganá-lo, para depois aparecer de surpresa.
Ela tinha essa mania, a das surpresas. Tinha também a mania dos mimos, dos abraços, dos beijinhos. Tudo manias boas, tudo manias que herdara do avô. Aquele avô que ia visitar ao lar sempre que podia.
E, nesses momentos, eram felizes.