quarta-feira, 13 de abril de 2011

O meu melhor amigo dos tempos da universidade (e não só, felizmente!) vai casar muito em breve.
Não consigo deixar de saltitar entre o sorriso parvo de felicidade e o "ele vai casar? ahhhhhhhh!"

domingo, 10 de abril de 2011

alone

"The entire time, I was scared to death (...) You walked out the practice and left me alone.
I'm exausted, and you left me alone"


não é uma solidão despovoada, é antes aquela que se sente quando parece que carregamos tudo e todos, quando sentimos dar tudo de nós e receber quase nada em troca, de tal forma que ficamos exaustos.
e no final parece não haver ninguém ao lado a ver-nos e a importar-se, a perceber e a valorizar, a quem possamos recorrer para partilhar dores e alegrias, e para nos dar um pouco do colo que merecemos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ele tinha olhos pequenos e calmos. Ela não. Os seus olhos eram grandes, sempre em movimento, como se quisessem absorver o mundo.
Um dia ele também fora assim, como ela, e por isso se entendiam tão bem. Ela falava e ele acenava, como se em vez de ouvir aquilo pela primeira vez, estivesse a recordar histórias passadas. As suas histórias. E por isso se davam bem.
Mesmo quando os tentavam afastar, mesmo quando os amigos dela não percebiam aquele amor, mesmo quando o tempo era pouco ou a distância grande, eles arranjavam maneira. Porque para quem se gosta há sempre espaço.
Às vezes ela não falava, às vezes ficava só ao pé dele a fazer companhia ou a segurar-lhe a mão. Às vezes ele nem a via, mas ela estava lá. Mas isso era quando ele não aguentava mais esperar e adormecia. Porque nos outros dias ele esperava, sempre, mesmo que ela avisasse que não ia. Podia estar a enganá-lo, para depois aparecer de surpresa.
Ela tinha essa mania, a das surpresas. Tinha também a mania dos mimos, dos abraços, dos beijinhos. Tudo manias boas, tudo manias que herdara do avô. Aquele avô que ia visitar ao lar sempre que podia.
E, nesses momentos, eram felizes.

sexta-feira, 25 de março de 2011

E depois disto?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Empreendedorismo

P. (7 anos): Olha, tenho aqui papéis com o nº de telemóvel da minha mãe escrito.
Sophia: E para que queres tantos papéis com o nº da tua mãe?
P.: Para vender! (olhando para mim como se dissesse "óbvio!")
Sophia: Para vender?!
P.: Sim! Já vendi muitos aos meus colegas. Cada um vale 2 euros!

Não sei para que é que os miúdos querem o nº, mas o P. descobriu ali um filão. Tinha o verso de cada papel numerado, como se fossem rifas e assim podia controlar as vendas. Agora está a pensar aumentar o preço.
Temos um novo Belmiro?

sábado, 12 de março de 2011

Perspectivas (ou como às vezes bastaria mudar as "lentes" com que vemos o mundo)

Quando, pela primeira vez, sugeri um "teatro", os miúdos adoraram a ideia. Tinha partes cómicas pelo que, à partida, seria divertido. Após muito ensaio e muita risota, aproximava-se a hora H quando o R. veio ter comigo:
- Sophia, não quero fazer aquele papel... as pessoas vão rir-se de mim...
- Elas não se vão rir de ti, vão rir da tua personagem. E se rirem óptimo, é sinal que estás a fazer um bom papel!
No final, o R. repetia, sorrindo: "eles riram muito". E nunca mais esqueceu esse personagem.

Hoje sugeri outro teatro. Ainda nem sabiam de que se tratava quando o R. me pediu: "Sophia, quero o papel mais ridículo que aí tiveres".

quinta-feira, 3 de março de 2011

A amizade deles era assim... quase poesia

- Sabes, eu era capaz de pôr a minha vida nas tuas mãos sem qualquer medo...
- Assim tipo "toma lá esta caixinha, cuida dela"?
- Sim

E, os dois, (quase) começaram a chorar