Ele tinha olhos pequenos e calmos. Ela não. Os seus olhos eram grandes, sempre em movimento, como se quisessem absorver o mundo.
Um dia ele também fora assim, como ela, e por isso se entendiam tão bem. Ela falava e ele acenava, como se em vez de ouvir aquilo pela primeira vez, estivesse a recordar histórias passadas. As suas histórias. E por isso se davam bem.
Mesmo quando os tentavam afastar, mesmo quando os amigos dela não percebiam aquele amor, mesmo quando o tempo era pouco ou a distância grande, eles arranjavam maneira. Porque para quem se gosta há sempre espaço.
Às vezes ela não falava, às vezes ficava só ao pé dele a fazer companhia ou a segurar-lhe a mão. Às vezes ele nem a via, mas ela estava lá. Mas isso era quando ele não aguentava mais esperar e adormecia. Porque nos outros dias ele esperava, sempre, mesmo que ela avisasse que não ia. Podia estar a enganá-lo, para depois aparecer de surpresa.
Ela tinha essa mania, a das surpresas. Tinha também a mania dos mimos, dos abraços, dos beijinhos. Tudo manias boas, tudo manias que herdara do avô. Aquele avô que ia visitar ao lar sempre que podia.
E, nesses momentos, eram felizes.
Um dia ele também fora assim, como ela, e por isso se entendiam tão bem. Ela falava e ele acenava, como se em vez de ouvir aquilo pela primeira vez, estivesse a recordar histórias passadas. As suas histórias. E por isso se davam bem.
Mesmo quando os tentavam afastar, mesmo quando os amigos dela não percebiam aquele amor, mesmo quando o tempo era pouco ou a distância grande, eles arranjavam maneira. Porque para quem se gosta há sempre espaço.
Às vezes ela não falava, às vezes ficava só ao pé dele a fazer companhia ou a segurar-lhe a mão. Às vezes ele nem a via, mas ela estava lá. Mas isso era quando ele não aguentava mais esperar e adormecia. Porque nos outros dias ele esperava, sempre, mesmo que ela avisasse que não ia. Podia estar a enganá-lo, para depois aparecer de surpresa.
Ela tinha essa mania, a das surpresas. Tinha também a mania dos mimos, dos abraços, dos beijinhos. Tudo manias boas, tudo manias que herdara do avô. Aquele avô que ia visitar ao lar sempre que podia.
E, nesses momentos, eram felizes.