Mas qual é a idéia da jornalista da RTP1 em fazer uma reportagem durante uma missa? No cimo da igreja via-se o padre, nos ritos habituais. Ao fundo, a sra falava e entrevistava as vítimas do tornado. Imagino que ela tenha tido pena de não ter estado, também, dentro do tornado, dando a notícia em primeira mão.
Cá em casa sempre houve um dicionário na cozinha. Durante as refeições as palavras "difíceis" íam surgindo e quando a eu, ou a minha irmã, questionávamos o seu significado ouvíamos um "Vai ver ao dicionário" que nos deixou uma grande destreza em manusear o "bicho", mas também um certo odiozinho a tal livro e a quem não nos facilitava a tarefa. Ontem, mais uma vez, a palavra surgiu: Claxon. "Bastou um carregar no claxon...", dizia o meu pai. Discussão instalada, que palavra era essa, nunca tal se ouviu, quem é que diz isso e por aí fora. Armada em esperta lá fui eu ao dicionário, quase certa que o ía calar, pois tal palavra de certo não estaria contemplada naquele exemplar reduzido. Afinal... "Claxon - Busina de transportes...". Pronto, eles riram-se, eu calei-me. Mas aprendi
Rais parta as chatices da vida, as dúvidas, as confusões e os medos. Rais parta os amigos longe e os chatos por perto. Rais parta a falta de dinheiro e as porcarias que não servem para mais nada, senão para o gastar. Rais parta a falta de tempo e a pouca capacidade para o gerir. Rais parta as birras dos putos, o barulho dos jovens, as pancas e baixa tolerância dos mais velhos. Rais parta a baixa auto-estima, o desiquilibrio, as frustrações e tudo o que nos mói Rais parta não ser como gostariamos. Rais parta não poder ser. Rais parta as dores de crescimento. Rais parta as pessoas que se queixam, que não aceitam que nada é perfeito, que perdem tempo a pensar nisso. Rais parta eu
Aqui onde moro não neva. Chove, faz frio e não passa disso. Mas, basta olhar para o monte mais próximo e lá está ele, todo branquinho. - "Sábado vamos ver a neve?" - "Bora!" Tanta e tão fofinha. Parecia que alguém tinha pegado no spray branco e espalhado por todo o lado. O que eu me fartei de correr e saltar!
No final um chocolate quente e uma lareira acesa. Que dia bom!
- Chego cheeeeeia de sono de manhã, passo por vários meninos e todos eles me sorriem e dizem olá. - Vou buscar o M. e, a caminho da nossa sala, ele vai repetindo "eu gosto muito de ti". - De tarde estou com um menino cujo nome é bastante comprido. Talvez tenha um diminutivo... Pergunto: "Ó D., como é que a tua mãe te chama?", e rio com a resposta "chama-me filho!"
- Chego a casa cansada e sem vontade de nada, vejo o meu Lu, com o seu rabinho a abanar e sorrio. Mais uma vez
Há uns tempos pensei "o blog deve estar quase a fazer um ano, lá para o final do mês...". Afinal enganei-me. Quando vim procurar o dia já tinha passado e a dona desnaturada nem reparou no aniversário deste seu pequenito. Um ano... Há bem mais de um ano eu estava desempregada. Tinha muito tempo livre e por indicação de uma amiga comecei a ler um blog (que entretanto acabou). Por causa desse fui conhecendo outros e mais outros. De repente já havia uma lista de blogs que eu seguia atentamente e que com as suas histórias me ajudavam a ocupar o tempo e a sentir-me menos só. Lia vários mas não comentava nenhum, pensava que não tinha esse direito de entrar sem ser convidada e mandar uns bitaites. Mas um dia um blog fez-me falar e mandar um mail ao seu autor. Acabámos por ficar muito amigos e um dia decidimos começar um blog juntos. É o meu outro bebé, o "Não te ponhas com ideias" (que também já fez um anito, mas anda meio parado devido aos afazeres dos seus donos, principalmente do dono!). Depois o Júlio foi insistindo para eu criar um blog meu, dizia que me sabia capaz de escrever bons textos. Eu fui resistindo, porque nunca me acho capaz de grandes feitos e pensava que estando desempregada não teria grandes assuntos. Até que um dia... E pronto, nasceu o blog. Um ano depois penso que tem muito do que eu, inicialmente, gostaria que tivesse, outras coisas nem sei se deviam ter sido escritas. Devia ser branco, como eu sempre quis. Talvez devesse ter mais daqueles meus textos que, mesmo que ninguém goste ao perceba, são os que mais prazer me dão escrever. Talvez... não sei. Mas também, este blog não é nem nunca será perfeito. É apenas e só Quase perfeito.