domingo, 18 de julho de 2010

Conclusões simples (e brilhantes)

Nem sei porque me lembrei disto agora, mas pronto:
Naquele dia da visita a Aveiro, enquanto esperávamos que o comboio começasse a andar, os miúdos olham pela janela e vêm um rapaz com um estilo muito Marilyn Manson (lentes de contacto incluídas). Isso deixou-os admirados pois, além de viúvas velhotas, nunca deviam ter visto alguém com tanta roupa preta, além da fita na cabeça, das botifarras e das luvas. O rapaz entrou no comboio (o que, felizmente, contribuiu para o silêncio intimidado da pequenada) e sentou-se na nossa direcção, embora um pouco afastado. Ao meu lado, sussurra uma das miúdas: "Ele deve gostar muito dos Tokio Hotel, até pinta as unhas de preto como eles!".
Pois, Sara, deve ser isso ;)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

By Sr. pai da Sophia II


"Estavas tão bem com essa carrapeta, com uma canga às costas a tirar água da mina"




(na foto, do Google, está o presidente do BES. Para quem necessitar há tradução da frase)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hoje portei-me tão bem

Em vez de começar um trabalho que tenho para fazer (interessantíssimo, claro!) fartei-me de jogar e ganhar nas Copas e no FreeCell, ouvi música e quase acabei o livro que ando a ler. Muito produtivo, como se vê. Portanto, agora, acho que mereço ir ver a Grey e o 5 para a meia-noite!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sábado foi o dia

Já tinha ido a Aveiro um sem número de vezes, até já tinha feito o percurso turístico (ir de lancha a S. Jacinto, pedalar de Buga, ir à Sé, visitar o Museu da Princesa Sta. Joana, conhecer a biblioteca da Universidade - do Sr. Siza, ...), mas nunca tinha andado de Moliceiro. Até que, no Sábado, os meus mini acompanhantes insistiram, insistiram e, democraticamente, eu acedi. Sentadinhos no José António (que é um maroto, ora reparem na foto) demos uma volta de quase uma hora pelos principais canais da cidade. Recomendo!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Caminhada III

Já devem haver poucos km's, ali para os lados de Arouca, que ainda não tenhamos percorrido. Desta vez o percurso foi mais curtinho e de baixa dificuldade (ainda bem!). Partimos de Regoufe, uma terrinha perdida no tempo (daquelas sem estrada alcatroada e cheiro a animais domésticos), no meio da serra, no fim de uma estrada cheia de curvas acentuadas e chegámos ao destino, a "aldeia mágica", Drave, que dava nome ao percurso. E mágica porquê se até está abandonada, se fica ainda mais no meio do nada, se não tem outros acessos que não por caminhos no monte? Talvez as fotos dêem algumas pistas.


E já no regresso a Regoufe apanhámos a hora de ponta daquela zona. Eram cabras, cabritos e bodes por todo o lado, a subir e descer a montanha com toda a habilidade. Ao longe pareciam apenas pedrinhas brancas e faziam lembrar um grande presépio. Eram as cabras de toda a comunidade, disseram-nos os pastores, os dois que naquele dia estavam destacados para a tarefa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há três anos trouxe um "ratinho" para casa

He's my little firefly and I love him more than I can say

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"

Não me recordo com que idade li Saramago pela primeira vez, nem se foi antes ou depois do Nobel, mas sei porque o fiz. A culpa foi da minha irmã. Recordo-me de o Ensaio sobre a Cegueira estar na estante do quarto, mesmo ao lado dos livros que líamos na altura - os da colecção Uma Aventura. Talvez por isso ela, ainda miúda, tenha decidido dar-lhe uma oportunidade. Ficou rendida e a partir dali eu e a minha prima mais velha ouviamo-la, admiradas, dizer que era o seu livro preferido. Como é que nós as mais velhas, nunca tinhamos lido nada do autor e ela já ali andava, cheia de sabedoria e com ele na sua lista de preferidos? Pois não quisemos ficar para trás e fomos ler e percebemos, também nós rendidas. Depois desse livro vieram outros, uns de que também gostei, outros que ainda não li. Posso não concordar com todas as ideias de Saramago, mas penso que isso é irrelevante, a sua forma de escrever, motivo de tanta controvérsia, nunca me incomodou. Como escritor era/é grande, as suas histórias são de génio.