quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há três anos trouxe um "ratinho" para casa

He's my little firefly and I love him more than I can say

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"

Não me recordo com que idade li Saramago pela primeira vez, nem se foi antes ou depois do Nobel, mas sei porque o fiz. A culpa foi da minha irmã. Recordo-me de o Ensaio sobre a Cegueira estar na estante do quarto, mesmo ao lado dos livros que líamos na altura - os da colecção Uma Aventura. Talvez por isso ela, ainda miúda, tenha decidido dar-lhe uma oportunidade. Ficou rendida e a partir dali eu e a minha prima mais velha ouviamo-la, admiradas, dizer que era o seu livro preferido. Como é que nós as mais velhas, nunca tinhamos lido nada do autor e ela já ali andava, cheia de sabedoria e com ele na sua lista de preferidos? Pois não quisemos ficar para trás e fomos ler e percebemos, também nós rendidas. Depois desse livro vieram outros, uns de que também gostei, outros que ainda não li. Posso não concordar com todas as ideias de Saramago, mas penso que isso é irrelevante, a sua forma de escrever, motivo de tanta controvérsia, nunca me incomodou. Como escritor era/é grande, as suas histórias são de génio.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quando eu era pequena a minha avó materna tinha muitos animais (vacas, porcos, galinhas, patos, coelhos). Aliás, ela e toda a gente aqui da terra. Hoje em dia já não se vê passar nenhum carro de bois e as galinhas devem estar em maioria, em pequenos quintais. Talvez por isso as crianças pensem que o leite vem dos pacotes e os burros estejam em vias de extinção. Talvez também por isso, no fim-de-semana passado muitas pessoas (eu incluida) tenham acorrido a visitar uma "feira rural" que houve por estas bandas, para ver os animais e recordar outros tempos.

Foi quase como ir ao jardim zoológico, pois para além destes e outros animais domésticos (como vacas, ovelhas, cavalos...) havia outros mais exóticos como alpacas, emus, cangurus, veados e lamas. O mais engraçado é que as crianças achavam que o animal mais interessante era mesmo o meu cachorrito e o mesmo se passou tanto com as lamas como com os veados, pois era vê-los aproximar-se das redes a tentar perceber que animalzito era aquele!

domingo, 6 de junho de 2010

Passados alguns anitos...

... houve jantar de curso. Ou melhor, um jantar onde estiveram presentes alguns (cerca de um terço) dos meus colegas de curso. Mas foi muito bom rever aquelas pessoas, algumas das quais já nem me lembrava que existiam. A maioria estava igual ao que sempre foi, alguns já casados, uma quase mãe...
Mas acima de tudo foi bom estar com os meus amigos mais próximos, a recordar as histórias mais estranhas e divertidas. Nessas alturas havia tempo para tudo: para as aulas, para saídas, para divertimento e para os trabalhos, mesmo que feitos na véspera ou na própria madrugada (e sempre com boas notas). Ao ouvir-nos uma colega dizia que deviamos ter estado em cursos diferentes, pois o grupo dela passava as tardes na biblioteca, durante dias, até terem tudo direitinho.
Para além disso, é sempre bom ir a Braga, ao entrar na cidade temos aquela sensação de quem volta a casa!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gosto disto

Não gosto de excessos, é claro, nem de pessoas que se metam na vida dos outros, mas gosto de proximidade.
Gosto de ir sempre à mesma livraria, que fica na povoação ao lado, de ser bem atendida e tratada pelo nome. Gosto que me guardem os livros ou os dvds que ando a coleccionar, gosto que guardem coisas com o meu nome seguido de um ponto de interrogação, quando acham que aquilo me pode interessar. Gosto das pequenas conversas e gosto que me perguntem pelo meu cãozito quando (raramente) não o levo e de não se importarem (e até gostarem) quando ele por lá aparece.
Gosto da minha terrinha. Não é uma aldeia isolada, nem tão pequenina assim. Fica perto da cidade e há por aqui ou nas redondezas tudo aquilo de que precisamos. Ainda assim guarda muitas características que aprecio. As pessoas tratam-se pelo nome, toda a gente se conhece e cumprimentam-se sempre. Quando é necessário a povoação junta-se para ajudar, há passeios de bicicletas, jogos de futebol, pequenas peças de teatro, por vezes há excursões onde toda a gente se diverte imenso... (Quando acabei o curso toda a gente sabia que se andava a preparar uma homenagem, mas ninguém disse nada e muitos estiveram presentes para me felicitar, tal como fizemos a outras pessoas em circunstâncias semelhantes.)
E gosto da minha rua, onde não há prédios e há, agora, uma escola primária fechada. Na minha rua os vizinhos continuam a comportar-se como sempre: ainda ontem vieram dar-nos alfaces e bróculos, se alguém vai de férias um dos outros fica responsável pela casa e pelos seus animais, se chega uma encomenda e a pessoa não está, alguém a guarda e entrega depois, quando não têm salsa ou limões batem-nos à porta, ... Na minha rua quase toda a gente tem um cão e gostam muito deles. Toda a gente conhece o meu e sabe que ele é namorado da Pipoca, mas também amigo da Galucha e os donos deixam-nos brincar e estar juntos como se fossem crianças.
Aqui as coisas continuam, felizmente, a ser assim e gosto disto

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ovos com ovo

Estava a fazer uma omelete e pensei, distraidamente, "vou fazer um ovo estrelado para acompanhar". Depois optei por alface e, só quando a estava a lavar, me apercebi da estupidez que me tinha ocorrido.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dêem uma esmola ao Ronaldo

In "Público" de 30 de Maio:
Jornalista: "Mourinho afirmou que até tem vergonha de ganhar o que ganha com esta crise. Sente o mesmo?"
Cristiano Ronaldo: "Respeito a opinião dele, mas não ganho tanto como ele. Se eu ganhasse o que ele ganha..."

Pois é Ronaldo, filho, tu realmente coitadinho, ganhas tão poucoxinho. Felizmente, levas uns troquitos a mais, senão o teu ordenado quase rondava o valor do salário mínimo português. E ainda tens de sustentar a família toda, as despesas dessa casa enorme, as viagens, as roupas, sei lá mais o quê.
Realmente, malandro do Mourinho que ganha tanto. Se tu ganhasses o que ele ganha... Não diria que desses uma contibuição para instituições de solidariedade ou mesmo em favor de causas nobres; mas se ganhasses o que ele ganha... ias poder comprar aquele carrito que ainda não tens na colecção não é? Ou mais um boné cor-de-rosa, ou pôr mais um brinquinho? Ideias não faltariam com certeza. Falta é o dinheiro...